Como se mede uma pessoa? Os tamanhos variam conforme o grau de envolvimento. Ela é enorme pra você quando fala do que leu e viveu, quando trata você com carinho e respeito, quando olha nos olhos e sorri destravado.
É pequena pra você quando só pensa em si mesmo, quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente no momento em que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas: a amizade.
Uma pessoa é gigante pra você quando se interessa pela sua vida, quando busca alternativas para o seu crescimento, quando sonha junto.
É pequena quando desvia do assunto.
Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age não de acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesma.
Uma pessoa é pequena quando se deixa reger por comportamentos clichês.
Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um relacionamento, pode crescer ou decrescer num espaço de poucas semanas: será ela que mudou ou será que o amor é traiçoeiro nas suas medições? Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande. Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser ínfimo.
É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos olhos. Nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros, mas de ações e reações, de expectativas e frustrações. Uma pessoa é única ao estender a mão, e ao recolhê-la inesperadamente, se torna mais uma. O egoísmo unifica os insignificantes.
Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande. É a sua sensibilidade sem tamanho.
A mente que se abre a uma nova idéia nunca volta ao seu tamanho original (A.Einstein)
terça-feira, 12 de junho de 2012
terça-feira, 5 de junho de 2012
Você me disse que passa quase todos os dias por aqui na expectativa de encontrar algo postado especialmente para você.
Confesso que nesses últimos tempo publiquei mais para mim mesma. Mais uma prova do meu egoísmo.
Sei que falhei. Na vida, como pessoa, com você.
E vieram as dores, as marcas profundas, os rancores.
Não se passa um dia sem que eu não derrame, pelo meus olhos, um pouco dessa dor. Ela bate fundo, lá na minha alma e sei que na sua também.
Me sinto tão pequena, tão fraca e tão imperfeita. Quisera eu poder voltar o tempo. Não para alguns meses atrás, mas para muito, muito mais além.
Escreveria outra estória, me vestiria com outras roupas, daria outros sorrisos.
É tão difícil dar os passos agora. Os pés parecem presos a bolas de chumbo. Falta-me força.
Assim como me falta dom para escrever.
Seria tão mais fácil achar as palavras certas, escrevê-las e enviar-te, junto com os meus arrependimentos, meu amor e meus desejos de novas vidas e felicidade real para mim, para você e para nós dois juntos (?).
Quando desejo isso, será novamente o meu egoísmo falando?
Só sei que não consigo me imaginar sem você mas não sei, e acho que nunca soube, o tom certo para tocar nossa música.
Preciso aprender a carregar meus cemitérios. Preciso reaprender a viver e aceitar minhas dores.
Eu amo você.
Confesso que nesses últimos tempo publiquei mais para mim mesma. Mais uma prova do meu egoísmo.
Sei que falhei. Na vida, como pessoa, com você.
E vieram as dores, as marcas profundas, os rancores.
Não se passa um dia sem que eu não derrame, pelo meus olhos, um pouco dessa dor. Ela bate fundo, lá na minha alma e sei que na sua também.
Me sinto tão pequena, tão fraca e tão imperfeita. Quisera eu poder voltar o tempo. Não para alguns meses atrás, mas para muito, muito mais além.
Escreveria outra estória, me vestiria com outras roupas, daria outros sorrisos.
É tão difícil dar os passos agora. Os pés parecem presos a bolas de chumbo. Falta-me força.
Assim como me falta dom para escrever.
Seria tão mais fácil achar as palavras certas, escrevê-las e enviar-te, junto com os meus arrependimentos, meu amor e meus desejos de novas vidas e felicidade real para mim, para você e para nós dois juntos (?).
Quando desejo isso, será novamente o meu egoísmo falando?
Só sei que não consigo me imaginar sem você mas não sei, e acho que nunca soube, o tom certo para tocar nossa música.
Preciso aprender a carregar meus cemitérios. Preciso reaprender a viver e aceitar minhas dores.
Eu amo você.
sexta-feira, 25 de maio de 2012
Trecho da entrevista com Gustavo Gitti
http://nao2nao1.com.br/entrevista-sobre-o-nao2nao1-e-relacionamentos-pra-variar/
1. Como você define um relacionamento lúcido?
Eu evito essa definição porque nossa reação imediata é tentar viver de acordo com modelos e ideais. Mesmo quando são boas referências, essa tendência de comparar o que surge com um modelo de sucesso só traz confusão e sofrimento. Por outro lado, não ter referenciais é igualmente frustrante, especialmente hoje, num momento em que os casais em evidência não oferecem grandes exemplos do que pode ser um relacionamento profundo.
Com isso em mente, podemos descrever algumas qualidades possíveis para qualquer casal incorporar em sua própria história, no encaixe que der, do jeito que der tesão para ambos.
Uma dessas qualidades é a generosidade, no espaço ocupado normalmente pela carência. Em vez de exigir, esperar, cobrar ou pedir (seja no começo, no meio, no fim ou após o fim da relação), oferecer. Em vez de olhar como o outro pode nos fazer feliz, descobrir como podemos fazê-lo feliz e sentir como isso nos deixa muito bem, como isso dá sentido para nossa vida, dá brilho no olho, energia, potência.
Outra qualidade de um relacionamento exemplar (que inspira outros casais) é a ludicidade, a capacidade de enxergar todas as coisas como construções, encenações, sonhos, filmes. Tirar a solidez daquela situação angustiante, se fazer de palhaço no meio de uma briga seríssima, beijar do nada, sorrir para os problemas, inventar mitologias, surrealidades próprias, e sempre lembrar que o casamento, por mais sólido que seja, é apenas uma aura projetada, um filme que criamos e decidimos seguir vivendo, não uma realidade imutável.
O outro é sempre livre e mantém uma vida pulsante e misteriosa para além das identidades construídas em sua relação conosco. A mulher é sempre maior que a esposa. O homem pode deixar de ser o marido a qualquer momento.
Perceber isso antes que a identidade se dissolva, antes da crise, antes do fim, perceber isso durante a encenação é o que confere essa qualidade lúdica e mágica para a relação se aprofundar e para ambos sempre se surpreenderem com essa loucura que se apresenta como o cotidiano natural, essa alucinação que parece muito real, como um jogo delicioso de criança.
Um terceiro aspecto é a abertura, no sentido de não criar regras e não se afastar do outro, mesmo quando estamos distantes. Ou seja, manter o espaço aberto, manter a comunicação mesmo quando dói, mesmo quando tudo nos leva à defesa, ao fechamento. Isso é crucial e raríssimo nos casais. Por exemplo, quando surge ciúme, essa aflição atua como um agente infiltrado que joga um contra o outro: um enxerga o outro como inimigo, como sendo o responsável pelo problema, pelas emoções, pensamentos e sensações negativas que surgem.
Alguns pensam que comunicação é “DR” (discutir a relação), mas na maioria dessas conversas só apontamos um para o outro, não para os verdadeiros obstáculos. Manter a comunicação quando tudo vai mal é saber ficar junto no meio da dor, da confusão, da incerteza, da insatisfação. Poucos são os casais que exploram esses terrenos mais escuros. A maioria espana nessa hora – ou, pior, aguenta encarando tudo como um peso, não como um desafio.
Quando há abertura, o ciúme não tem paredes para se esconder, então ambos olham o verdadeiro inimigo: a aflição, o ciúme. E eles se unem ainda mais para superá-lo. É como detectar um câncer na relação. O que é melhor: tratar o câncer brigando ou se cuidando? É assim que poderíamos nos relacionar com todos os obstáculos que surgem na relação, venha de onde vier, não importa: do banco, da família, da garagem, da UTI, da pia da cozinha, do homem, da mulher, de um terceiro, de um quarto… ;-)
quinta-feira, 24 de maio de 2012
Entrevista com o "guru"...rs.
http://nao2nao1.com.br/entrevista-sobre-divorcio-separacao-apatia-abandono-e-outros-arredores-do-fim/
domingo, 20 de maio de 2012
sábado, 19 de maio de 2012
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Amor é coisa que não se recebe
"...Ela também pode percorrer o mesmo caminho. Após o fim, perceberá que seu novo parceiro nunca conseguirá preenchê-la totalmente. Pode tentar ficar sozinha por um tempo e ler vários livros de auto-ajuda americanos sobre self-love. Isso também será insuficiente. Ela não se contentará em depender de relacionamentos, da natureza ou das artes para sentir amor – nem tampouco encontrará satisfação em amar a si mesma. Então ela talvez experimente um abraço que não seja recebido, que se mantenha mesmo quando o outro momentaneamente solta. E quando isso acontecer, descobrirá que não é necessário achar outra pessoa para continuar se sentindo abraçada. Basta continuar abraçando…"
http://nao2nao1.com.br/amor-e-coisa-que-nao-se-recebe/
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